"... não parece haver dúvida na opinião pública britânica sobre a importância da própria monarquia. Uma pesquisa feita pela organização YouGov em novembro revelou que 68% dos britânicos preferem manter o monarca, enquanto 16% gostariam que o país tornasse uma república. Parte desse resultado se explica pelo papel que reis e rainhas desempenharam na história e ainda ocupam no imaginário popular. "É difícil imaginar a Grã-Bretanha sem a monarquia", diz Blain. "Esse é um país que ama suas tradições." Da imagem de Elizabeth II nas notas de libra à coroa que adorna cada chope servido em copo de pint (a medida de 568 militros do sistema imperial), a realeza está até nos pequenos detalhes do cotidiano. O monarca faz parte da identidade nacional, assim como a cerveja quase quente, a chuva e o costume de fazer filas. Ele é um fator de estabilidade."
A reportagem ainda versa sobre o peso político que a monarquia deixa de exercer como estratégia de preservar a própria existência num mundo onde tais estão em extinção.
" Como A Grã-Bretanha é um monarquia constitucional, a rainha não tem papel executivo ou legislativo, apesar de ser a chefe do Estado. Cabe ao Parlamento eleito pelo voto popular fazer as leis e escolher o primeir-ministro, que governa de fato. Elizabeth II faz questão de manter posturas neutras mesmo nas situações em que teria o direito de intervir. O caso mais recente foi o impasse na criação fo governo de coalização de maio de 2010, após as eleições em que nenhum conseguiu a maioria parlamentar necessária. Monarcas passados teriam participado das negociações para a escolha do primeiro-ministro, mas Elizabeth preferiu ficar de fora. Essa neutralidade é vista como um ponto que favorece a continuidade da monarquia - opinião tanto de seus defensores quanto de quem gostaria de ver a nação livre dela.
"Monarquias são espécies em extinção no mundo todo", diz Graham Smith, porta-voz do grupo Republic, que faz campanha pelo fim da instituição. Segundo ele, o sistema só sobreviveu em dois casos: em tiranias em que a realeza conseguiu se manter no poder por meio de violência e, no extremo oposto, em locais como a Grã-Bretanha, onde a família real conseguiu se adaptar com a implementação de medidas democráticas suficientes para remover a monarquia da equação, dando à instituição uma imagem benigna e inofensiva. "Isso acabou com a pressão para nos livrarmos dela", diz Smith.
Uma pergunta para reflexão: como seria um Brasil monárquico no atual estágio da nossa sociedade? A falta de limites e respeito reinantes (com o perdão do trocadilho não intencional) não combinam com a sobriedade, hierarquia e tradição de reis.
Se é infelizmente ou felizmente, cabe a você decidir.

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